São Paulo, 04 de novembro de 2010
Dentro dos posts “Terceirizando a Disciplina”, recebi um comentário do meu amigo Giorgi Bispo que gostei bastante. Tanto, que resolvi reproduzi-lo, aqui, na íntegra para que possamos discutir um pouco sobre aspectos comportamentais dos tomadores e dos prestadores de serviço. Então, vamos lá:
COMENTÁRIO DE GIORGI BISPO
Gostei do tema e das perguntas.
Gostaria de colocar um pouco mais de “pimenta no angu”. Tenho percebido que o vínculo entre cliente e fornecedor é regido pelo Contrato. Principalmente quando a questão é “não fazer”.
Quem nunca ouviu: não posso fazer isso porque o contrato diz que…
Fico imaginando a conversa entre a Thais e o Nino: “… então contratei um personal trainer para fazer A, B, C coisas que eu não faria sozinha”. Então, se o Personal Trainer fizer A, B e C, nos horários combinados e estimular a Thais a fazer os exercícios, a satisfação está garantida. Mas se ele(a) só fizer A e B, então alguma coisa está errada.
Em TI o que acontece normalmente é que o Cliente contrata os serviços A, B e C, e define os critérios de qualidade para os serviços. No entanto, quando a operação começa, o que para o cliente é o “serviço A”, para o fornecedor trata-se dos “serviços A, H e F”, sendo que H e F sequer foram mencionados no contrato. Mas eu não posso fazer porque o contrato diz apenas A. Ou então: Tudo bem, mas para fazer A, H e F, eu preciso cobrar pelos serviços H e F. Mas o cliente não pode pagar porque o contrato diz que A é …
Aí eu me pergunto: onde está o erro? Na venda dos serviços? Na falta de definição dos escopos? Ou no fato de que hoje todos são “técnicos em informática”?
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Valeu Bispo.. Sua colocação foi excelente e realmente reflete uma controvérsia constante, para qual, acho que podemos gerar algumas soluções.
Amanhã, eu trago para vocês, alguns pareceres sobre esse assunto.
Um grande abraço a todos

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