São Paulo, 10 de Outubro de 2010
O estilo de vida que adotamos é fundamental para nortear nossas decisões e a forma com que apreciamos nossa passagem aqui pela terra. Ele diz muito de nós mesmos e auxilia nas escolhas dos caminhos que nos conduzem às nossas metas. Eu arriscaria dizer que sem ele teríamos dificuldades para escolher nossos grupos sociais e compreender as coisas que realmente nos fazem felizes.
Na adolescência, ele pode ser mutante, até que se estabeleça com critérios que passam a fazer sentido para nós. A partir daí, ele se solidifica e auxilia na construção das pessoas que somos. Depois dessa fase ele pode sofre algumas alterações, mesmo porque vivemos em uma dinâmica doida que exige mudanças constantes em todas as áreas de nossa vida, e mesmo assim ele manterá sua essência.
Trabalho com muitas equipes de atendimento, e adoro o que faço. Por isso gosto de observar o comportamento dos profissionais e perceber o estilo de cada um deles. Em alguns casos vejo que eles são um tanto exagerados quando comparados aos padrões exigidos pelas empresas, e isso pode gerar conflitos.
A primeira coisa que devemos considerar é que a empresa definiu suas normas pensando no atingimento de suas metas e elas, certamente foram criteriosamente estudadas. Ai entra o dilema: Tenho que deixar de ser quem eu sou para poder trabalhar no lugar que quero? A resposta é: Não. Você não precisa. Mas deve considerar que essas adaptações no seu estilo podem ser benéficas em longo prazo, então você pode ser quem você é e mesmo assim adaptar-se às expectativas da nossa sociedade.
Eu sou motociclista e punk. Isso sempre transpareceu em mim. Mas há pouco tempo, percebi que algumas alterações poderiam melhorar o recado que quero passar para nossa indústria. Então cortei o cabelo (o que me doeu no coração, rsrsrs), uso terno e gravata e participo de muitos eventos onde posso falar sobre nossa indústria e sobre os benefícios do soft skill e do conhecimento.
Mas no final de semana, coloco minha jaqueta de couro, pego minha moto, ligo o som no último volume e me encontro com meus amigos de estrada. Assim, posso aproveitar ao máximo o melhor dos dois mundos.
É isso aí!!!
Um grande abraço a todos

Eu nunca vi você de gravata.
Se bem que eu nunca o vi também de jaqueta de couro.
O que você quer dizer é que num lugar me comporto de um jeito e no outro, doutro jeito?
Abrazon
EL Cohen
Não carissimo mestre… O que quis dizer é que você pode ter o seu jeito e o seu estilo, e mesmo assim, adaptar-se às características peculiares da nossa industria… É isso ai!!!