São Paulo, 26 de janeiro de 2010.
O café da manha do domingo é uma coisa mágica para mim. Eu não sei exatamente porque, mas é um momento realmente especial. Nesse final de semana, logo após o café, estava conversando com minha amiga Fabiola sobre trabalho. Ela estava muito feliz por ter sido aprovada em um processo seletivo, para um novo e empolgante desafio profissional, depois de me contar sobre a vaga e as oportunidades que ela poderia trazer para sua carreira, ela me falou sobre o emprego anterior dela, e é exatamente aqui que começa meu texto de hoje.
Ela me falou sobre uma situação de “perseguição” desnecessária que passou em sua última experiência profissional, que não fugia do clássico cenário onde suas competências incomodam os outros, e como fez para anular essas energias negativas encerrando a história com classe e chave de ouro.
Eu, como ser cartesiano que sou, não pude deixar de perguntar se ela não ficou preocupada com a escassez do mercado paulista de trabalho. Sua resposta me surpreendeu pela controversa simplicidade diante do caos. Não terei a capacidade de lembrar de cada palavra, porque estava entretido com o assunto, mas lembro direitinho do contexto.
Ele me disse que tinha uma crença tão grande nela mesma e em tudo que já havia construído que ela não aceitava trabalhar em um lugar que estivesse aquém de suas expectativas, nem se preocupava com o futuro, pois acreditava com veemência em sua força interior contrapondo qualquer obstáculo que pudesse aparecer a sua frente.
“Eu sabia que uma coisa muito legal ia acontecer, e ela aconteceu” Foi o que ela me disse. Ai eu comecei a pensar nessa coisa de por vezes deixarmos as “águas” nos lavarem e ficarmos apenas aguardando, sei lá o que, para nos sentirmos protegidos do terrível mundo que está lá fora. A segurança, o controle, a organização e a disciplina são elementos fundamentais para atingirmos o sucesso. Mas sem o espírito de conquista, uma ambição comedida e uma crença gigantesca em nós mesmos esses grandes elementos servirão apenas para que apreciemos cautelosamente a paisagem, mas, pelo menos para mim, em alguns momentos temos que assumir a condução de nossa vida profissional, aceitar os grandes desafios e ter a certeza de que estamos no lugar certo, e se concluirmos que não, é hora de escrever a nova página, mas sem amassar a anterior.
Nós da indústria de serviços, devemos ter em mente que muitas pessoas dependem de nós. E que de certa forma é um trabalho altruísta, então temos que ter esse espírito e também devemos atentas para saber se aqueles que estão em nossa equipe, também o têm. É aí que encontramos a convergência entre o que é fantástico para nós como profissionais e quão belo julgamos o resultado de nossas ações.
“O grande profissional é aquele que sabe o que deve ser feito e sabe o seu valor”. Ouvi essa frase a muito tempo e cada vez ela faz mais sentido para mim.
Um grande abraço a todos

















